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Redução e Riscos e Minimização de Danos


A redução de riscos consiste num modelo próprio de intervenção face à problemática da toxicodependência, com pressupostos, objectivos e metodologias específicas, distintas de outras formas de intervenção, como a prevenção, o tratamento ou a reinserção.

A intervenção nesta área pressupõe a existência de franjas da população toxicodependente mais desorganizadas e fragilizadas, desinseridas das estruturas sanitárias e sociais da comunidade (frequentemente em situação de exclusão) e que necessitam de cuidados de saúde, numa perspectiva do aumento da inclusão e da qualidade de vida.

Estas abordagens baseadas no pragmatismo, Humanismo e proximidade; não visam a abstinência dos consumos numa primeira linha, mas sim a captação da confiança e da motivação dos consumidores para a adoção de comportamentos associados a consumos menos nocivos para o próprio e para os que o rodeiam.


 

Estratégias


Neste contexto, as estratégias em matéria de redução de riscos e minimização de danos, incluem:

  • Informação e sensibilização para a adopção de práticas de menor risco e minimização dos danos, no consumo de substâncias psicoactivas.
  • Promoção de comportamentos de menor risco para a saúde; despiste/rastreio das doenças infecciosas (VIH, hepatites, tuberculose); disponibilização de preservativos (reduzir os riscos associados às práticas sexuais); troca de seringas e outro material de injecção.
  • Trabalho de rua, a fim de promover a proximidade com os consumidores e a implementação das várias abordagens.
  • Encaminhamento para estruturas de saúde e programas de tratamento mais estruturados.

Atividades da Redução de Riscos


Na UD Centro das Taipas, as actividades de redução de riscos são desenvolvidas em diferentes níveis, designadamente:

  • Formação dirigida aos profissionais.
  • Elaboração de material informativo (exposto nas salas de espera da consulta e do Serviço de Terapias Medicamentosas).
  • Ações de “educação para a saúde” e “problemas associados ao álcool”, dirigidos aos utentes da Unidade de Desabituação e do Centro de Dia.
  • Acompanhamento e monitorização do trabalho desenvolvido pelas equipas de rua da Associação Crescer na Maior (equipa Lisboa ocidental e equipa Lisboa oriental).
  • Acompanhamento e monitorização do ponto de contacto que intervém nos contextos recreativos (B. Alto, Sta Catarina, C. Sodré e Santos).
  • Colaboração na semana académica, formação aos voluntários da AAL e participação nos recintos festivos.
  • Elaboração do Programa de Respostas Integradas da Cidade de Lisboa e implementação deste PRI.
  • Participação e dinamização de redes de parceria, com vista à actualização do diagnóstico do território, monitorização e avaliação das intervenções desenvolvidas.